Novo Audi Q5 evolui e chega competitivo ao Brasil; veja impressões
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28/01/2026
entre os 13 lançamentos prometidos para 2025, o novo Q5 é talvez o mais importante para a Audi. A nova geração do SUV muda bastante, troca de plataforma e, diante da força dos SUVs, deve levar mais clientes de volta aos concessionários que o A5, já declarado um sucesso pela marca. O preço de pré-venda também chamou a atenção: R$ 399.990 no SUV e R$ 429.990 o Sportback.
Fomos até a Alemanha para conhecer este novo Audi Q5 em primeira mão. Também produzido no México como o que vem ao nosso mercado, nos dá uma boa noção do que teremos nas lojas em outubro, apesar de diferenças no conjunto mecânico e, inicialmente, alguns equipamentos de série. Estará pronto para a briga com o também novo BMW X3?
Nova base, novo motor, mas eletrificação espera mais um pouco
O Q5 é o menor SUV da Audi com a nova plataforma PPC (Premium Platform Combustion), que evolui consideravelmente da antiga MLB em prol das tecnologias de condução e eletrificação em diversos níveis. A boa notícia é que ele não virou um trambolho gigante e segue com o bom tamanho para o uso diário e amplo espaço interno.
Isso pois o novo Q5 cresceu em comprimento (4.717 mm) apenas 35 mm e manteve praticamente intocadas outras medidas, como entre-eixos (2.820 mm), largura (1.900 mm) e altura (1.651 mm). Já o visual mudou drasticamente, com a nova linguagem que a Audi está aplicando nessa renovação de seu portfólio.
Na dianteira, os faróis finos são em LEDs, podendo ser Matrix com diversas configurações possíveis de assinaturas. A grande grade dianteira se destaca, acompanhada de duas entradas de ar nas extremidades e a parte inferior também em colmeia, guardando radares dos sistemas de condução e assistência de segurança. Capô e para-lamas ficam mais musculosos, dando aquela aparência de maior robustez.
Na lateral, o visual limpo acompanha novas rodas. Não temos muitas invenções, seguindo com maçanetas e retrovisores tradicionais, e um vinco inferior que marca mais a carroceria. Na traseiras, as modernas lanternas em LEDs, também com assinatura configurável, e não há o logo iluminado no Q5. O curioso brake-light vai além dos LEDs, com projeção no vidro traseiro para aumentar a área e visibilidade para quem vem atrás. Duas ponteiras de escape completam o visual.
Para o Brasil, o Audi Q5 trouxe uma configuração de motor e câmbio disponível nos Estados Unidos - na Europa, são todos eletrificados. O 2.0 turbo é de uma nova geração do EA888, e chega aos 272 cv (5.200 a 6.200 rpm) e 40,8 kgfm (1.900 a 4.500 rpm), ligado ao câmbio de dupla embreagem de 7 marchas e sistema de tração integral automático quattro.
Por enquanto, o Audi Q5 não recebe eletrificação no Brasil, nem híbrido-leve. Podemos esperar que a marca tenha a mesma estratégia da geração anterior, com a opção de PHEV assim que esta for apresentada na Europa, e deixar qualquer intermediária para modelos mais baratos ou outras marcas do grupo, como a própria Volkswagen.
Aprendizados dos elétricos
Um dos motivos para a troca de plataforma do novo Q5 é justamente a carga tecnológica que a Audi está aplicando em seus modelos. Com o visual limpo que nasceu com os elétricos, o novo Q5 se digitaliza por completo. Neste primeiro momento, o SUV terá o painel de 11,9" e o sistema multimídia de 14,5", sem a terceira tela para o passageiro.
O que chama a atenção é a alta definição das telas, principalmente do painel de instrumentos configurável. Na tela central, a boa velocidade de operação e facilidade do software, que mantém embaixo as configurações de ar-condicionado (de três zonas) e tem espelhamentos sem fios (com carregador refrigerado) e navegação integrada que, na Europa, funciona muito bem, inclusive com tráfego adiante sendo considerado.
Dá para perceber que a Audi trabalhou bem o acabamento do novo Q5. Além do visual moderno, as peças estão bem encaixadas e de bom toque, além da escolha de materiais e cores. No console central, o pequeno seletor de marchas acompanha, logo acima, o seletor de modos de condução (em uma placa que até lembra uma tela) e o botão de partida. O Q5 é mais um dos modelos a ter os comandos de iluminação e outros na porta, não no painel.
Ao motorista, um volante com base e topo retos, o que cria uma certa estranheza no começo, mas logo acostuma. Os botões táteis vão contra o retorno dos botões físicos, mas não são ruins de usar e, como na maioria dos Audi, a alavanca a esquerda da coluna de direção é para os ajustes dos assistentes de condução, bastante competentes e de funcionamento suave e rápido, principalmente o conjunto de piloto automático adaptativo e assistente de faixas. Uma faixa de LEDs no topo do painel se comunica com os ocupantes.
Suavidade premium
Nos últimos lançamentos, a Audi sempre reforça o seu trabalho em melhorar o conjunto de suspensão. No caso do Q5, é um ponto alto, com um conjunto que trabalha mais confortável e silencioso - por enquanto, o SUV recebe o sistema convencional, não o adaptativo, no Brasil. As respostas de direção são mais rápidas, com um controle de carroceria melhorado, mas é nos ruídos que ele evolui bastante, onde praticamente não ouvimos o conjunto trabalhar.
A cabine fica bem isolada do mundo externo, inclusive com uma bem baixa vibração do motor, mesmo em rotações mais altas. No carro testado na Alemanha, os 204 cv parecem apenas suficientes para acompanhar as Autobanhs a mais de 200 km/h, mas dá conta do recado - por aqui, serão 272 cv, ainda melhor. O câmbio de dupla embreagem pode trabalhar quieto e suave ou de forma mais presente e rápida, dependendo do modo de condução escolhido.
Pra mim, o Q5 evoluiu mais nesta troca de geração que o A5/A4, que já está no Brasil. Subiu de patamar o suficiente para voltar a brigar com a nova geração do BMW X3, por exemplo, que acabou de ser anunciado em uma versão de olho justamente aqui, com o 2.0 turbo de 258 cv e sistema híbrido-leve, ainda sem preço divulgado. Não é o suficiente para você? Em alguns dias te conto sobre o SQ5...