Audi Q5 Advanced: uma nova geração, mas com mecânica à moda antiga | Audi Center Caraigá

Audi Q5 Advanced: uma nova geração, mas com mecânica à moda antiga

Audi Q5 Advanced: uma nova geração, mas com mecânica à moda antiga

O prazo da votação do World Car Awards vai se aproximando — o encerramento é em 16 de fevereiro — e continuamos tentando avaliar o maior número possível de finalistas da eleição, que reúne 98 jornalistas de 33 países. O resultado será anunciado em abril, na abertura do Salão de Nova York.

Desta vez, o foco é o novo Audi Q5, candidato a World Car of the Year 2026 (Carro Mundial do Ano 2026), a principal categoria da premiação. Guiamos o modelo em sua versão de entrada no Brasil, chamada Q5 SUV Advanced TFSI quattro S tronic.


Com preço de tabela de R$ 425 mil, tem como único opcional o teto panorâmico (R$ 15 mil). “Nosso” exemplar, porém, trazia rodas customizadas — diamantadas, com face interna pintada de preto. O tratamento deu vida aos apagados aros originais de tom cinza fosco. 


Lançado em 2008, o Audi Q5 chegou à sua terceira e atual geração (código interno GU) na linha 2025. Em outubro passado, os primeiros exemplares chegaram ao Brasil, trazidos da fábrica de San José Chiapa, em Puebla, no México. É, atualmente, a única linha de produção do modelo fora da China.

O estilo segue a receita de “evolução sem revolução” da Audi. Quem não é muito ligado em carro mal percebe que se trata de um Q5 totalmente novo. O tamanho praticamente não mudou em relação à geração anterior (FY): o entre-eixos é exatamente o mesmo (2,82 m) e a carroceria está apenas 3 cm mais comprida (4,71 m). E, como ocorre desde 2021, o modelo continua a ser oferecido nos formatos SUV convencional e Sportback (SUV-cupê).

As laterais, que antes traziam um vinco bem marcado na linha de cintura, agora têm curvas mais fluidas. O mesmo vale para a traseira, que perdeu as linhas retas e adotou lanternas estreitas, interligadas e com cantos arredondados. Os faróis também ficaram afilados, enquanto a grade ganhou largura e está em posição mais alta.

É aí que surge uma diferença visual marcante entre a versão básica (digamos…) Advanced e a intermediária S line, de R$ 485 mil: o para-choque dianteiro. Na Advanced, as aberturas laterais são estreitas e discretas, com desenho bem vertical. Já na S line, as passagens de ar são enormes, formando um “U” sob o radiador — os elementos da grade também adotam um desenho mais agressivo, conferindo ao SUV uma aparência bem mais esportiva. Na prática, porém, as duas versões compartilham a mesma mecânica, como veremos adiante.

As rodas são de 20” (com ótimos Michelin Pilot 255/45 R20) no Q5 Advanced, ou de 21” (com 255/40 R21, ainda mais caros) no S line.

Mudança na base

Na parte inferior do monobloco, mais novidades. Antes, o modelo utilizava a plataforma MLB Evo (basicamente a mesma dos Audi A8, Porsche Cayenne, VW Touareg, Bentley Bentayga e Lamborghini Urus, porém em versão mais curta).

Em 2024, essa arquitetura evoluiu novamente e passou a se chamar Premium Platform Combustion (PPC). No Q5, preserva a disposição de motor longitudinal, suspensão multibraço na frente e atrás e o mesmo entre-eixos da geração anterior.

Segundo a Audi, a PPC é um aprimoramento da MLB Evo em rigidez torcional e modularidade, incorporando ainda a arquitetura eletrônica E³ 1.2 e uma rede com cinco computadores para controlar variados aspectos do funcionamento do carro. A ideia é que os módulos concentrem mais funções, “conversem” mais rapidamente entre si e permitam atualizações remotas. Toda essa capacidade computacional é essencial para viabilizar as novas gerações de tecnologias híbridas leves (MHEV plus) e híbridas plug-in (PHEV), que exigem integração eletrônica cada vez mais sofisticada.

Mas nem se anime com isso: ao menos por enquanto, os Q5 vendidos no Brasil continuam “à moda antiga”, sem qualquer tipo de eletrificação. Tanto na versão Advanced quanto na S line, o motor ainda é o EA888 2.0 TFSI, com turbo e injeção direta. Hoje em sua geração Evo 5, o bom e velho “triplo 8” foi configurado para render 272 cv de potência e 40,8 kgfm de torque — um ligeiro aumento em relação aos 265 cv e 37,7 kgfm do antecessor.

O câmbio é o automatizado DL501 S tronic de sete marchas, com dupla embreagem banhada a óleo. Tem funcionamento suave e rápido, sem crises ou titubeios. Mesmo a versão de entrada traz tração quattro Ultra. Esta é prioritariamente dianteira, usando uma embreagem para desacoplar todo o cardã (evitando desperdício de energia por arrasto). Havendo necessidade, o cardã e o eixo traseiro são acionados, com envio de até 50% da força para as rodas de trás.

Com mecânica diferente no Brasil, há apenas os SQ5 SUV e SQ5 Sportback: trazem o V6 ciclo Miller 3.0 TFSI, com 367 cv e 56,1 kgfm de torque, sempre com câmbio S tronic de sete marchas e tração quattro. Mas aí os preços dão um salto, começando em R$ 630 mil.


A bordo

Assim como o design exterior, o interior é sóbrio, quase conservador, em seus tons de cinza e preto. Apesar de ser uma versão de entrada, o Q5 SUV Advanced tem acabamento de ótima qualidade — e nem esperávamos algo diferente em um carro de R$ 440 mil (nosso carro tem teto panorâmico, lembra?). Se você curte soluções mais exóticas, procure um BMW ou um chinês premium.

Quando o assunto é ergonomia, a Audi jamais decepciona. Logo se encontra a posição de dirigir em um banco confortável e com amplos ajustes elétricos. Melhor ainda é o volante de diâmetro relativamente pequeno, aro não muito grosso e forração suave ao toque. Seu visual certamente não agradará a todos, mas, enquanto “função”, o design é perfeito, permitindo boa pega e ótima leitura dos instrumentos. A partir do S line, o volante tem desenho mais esportivo, aplainado no topo e na base.

De modernidades, temos o painel formado por duas grandes telas geminadas, com 11,9” para o quadro de instrumentos e 14,5” para a multimídia, que se unem em um conjunto que forma uma suave curva voltada para o motorista. Os mais velhos vão se lembrar dos filmes projetados em CinemaScope! 


A partir do Q5 S line, há ainda uma terceira tela, de 10,9”, voltada para o banco do carona e integrada ao painel como se fosse uma dobra de origami — do posto de condução, o motorista não consegue ver as imagens exibidas ali. Já o nosso Advanced traz apenas um acabamento em black piano nesse espaço, sem qualquer fiação por trás.

Infelizmente, não há muitas opções de customização do quadro de instrumentos. Nada de visualização clássica com dois instrumentos redondos com ponteiros. Em vez disso, há um grande computador de bordo à esquerda, indicações do GPS no lado direito, velocímetro digital e um conta-giros central, que traz em seu miolo uma imagem virtual do carro, das faixas da rua e do movimento dos veículos ao redor. Dito assim, parece meio complicado — mas o visual é simples até demais.

O mapa mesmo vai na grande tela da multimídia, cujos comandos não são dos mais complexos. No Q5 Advanced, há uma câmera de ré com imagem de alta definição, mas a visão 360º só é oferecida a partir do S line, bem como o alerta de tráfego cruzado traseiro.

Muitos botões físicos (como os do ar-condicionado de três zonas) foram integrados à tela ou a novos painéis táteis nas portas. E onde acender os faróis? Procura daqui, procura de lá… e o comando está no apoio de braço da porta do motorista. No Advanced, os faróis são full LED; no S line, incorporam o sistema Matrix, para evitar ofuscamentos.

O seletor do câmbio, antes na forma de cogumelo, agora é uma tecla deslizante no console. Liberou espaço e tem uso bem intuitivo.

A cabine é bem ampla — só não é perfeita por causa do túnel central muito alto, que incomoda quem vai no meio do banco traseiro. Destaque para o porta-malas, com 520 litros de capacidade. E, nas viagens com a família, reze para não rasgar um pneu: em vez de estepe, os Q5 trazem apenas um kit de reparo com selante e compressor.

Em ação

A Audi fala em 0 a 100 km/h em 6,2 s, com máxima limitada eletronicamente a 250 km/h. Os números impressionam no Super Trunfo, mas não espere uma condução emocionante no mundo real. A especialidade do Q5 2.0 TFSI é levar famílias confortavelmente.

O tempo todo, o motorista sente que está ao volante de um carro grande, com 1.850 quilos. Pode apelar para o modo sport ou para as aletas de troca de marcha — mas logo perceberá que a onda desse Q5 é manter o seletor em drive e deslizar sem pressa, com total suavidade. Melhor curtir o silêncio da cabine ou o sistema de som de 180 W, com oito alto-falantes, incluindo um subwoofer.

Em 2024, 44% de todos os Q5 comercializados no mundo tiveram como destino o mercado dos EUA. Outro dado: um terço de todos os Audi vendidos por lá são da família Q5. Daí que a nova geração foi desenvolvida tendo em mente o gosto do público norte-americano.

Apesar de essa filosofia ianque ter guiado o projeto, a suspensão do Q5 não deixará seus filhos mareados numa subida de serra sinuosa para Petrópolis ou Campos do Jordão. É um SUV macio, porém controlado, mesmo sem os amortecedores especiais do SQ5 ou a suspensão pneumática adaptativa, disponível lá fora como opcional.

A direção não deixa o motorista tão íntimo da máquina quanto no BMW X3, mas alguns comandos desse Audi são menos assistidos do que imaginávamos em um SUV voltado para os EUA. O pedal de freio do Q5 chega a ser pesadinho. 

O que pega é o consumo: 8,3 km/l na cidade e 10,2 km/l na estrada, segundo o PBE Veicular do Inmetro. Em tempos de modelos eletrificados, esses números soam como coisa do passado. Que venham logo os Q5 híbridos.


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Fonte: https://motor1.uol.com.br/reviews/786668/avaliacao-audi-q5-advanced-suv/

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